[Blogueiros Geeks] O que eu aprendi com relacionamentos

Reprodução / Puuung
Esse é outro tema da Blogagem Coletiva de junho do Blogueiros Geeks que eu adoraria ter postado na época do Dia dos Namorados, mas a gente trabalha com o que tem, e hoje é um dia tão bom quanto qualquer outro!

Eu pensei em várias abordagens diferentes para escrever esse texto, acompanhei o tema em alguns blogs que eu gosto e vi resultados profundos. Eu parei para pensar sobre meus relacionamentos anteriores e o que eles me ensinaram, e aí parei para analisar meu relacionamento atual e ver tudo o que aprendi com ele e com o Euclides, e o tanto que a companhia de uma pessoa consegue mudar quem você é por dentro e por fora, e o quanto as pessoas de fora se afetam com isso também.

Mais de uma vez nos perguntaram como nos damos dão bem, e mais de uma vez se incomodaram por nos darmos tão bem. Não é exagero falar que nós precisamos cortar relações com algumas pessoas, familiares inclusive, por tentarem ativamente boicotar a relação. A existência de duas pessoas felizes uma com a outra e com as próprias vidas consegue abalar muitas certezas de muita gente que não têm nada a ver com nenhum dos dois – muitas vezes, pessoas que, na teoria, deveriam estar torcendo por você. Eu perdi a conta de quantas vezes nós ouvimos coisas como “se vocês continuarem se vendo todos os dias vai gastar e ele(a) vai enjoar de você logo, vocês deveriam se ver só de fim de semana como um casal normal”, “ai, mas e se vocês terminarem amanhã? Você vai se arrepender de criar tanta expectativa”, “você está abrindo mão da sua personalidade, você não é assim de verdade, eu te conheço melhor do que ele e eu sei do que estou falando”, “ai, mas como você sabe que ele não tem um plano B, um C, um D...?”. Quando você responde que sabe porque confia na pessoa, te olham como se você fosse doido.

Agora, curiosamente, quando você está em um relacionamento tóxico ou claramente abusivo, NINGUÉM vem apontar o dedo na sua cara e te dizer o que você deveria fazer ou deixar de fazer, e o que seria melhor para você. Entendem onde eu quero chegar? A felicidade alheia irrita muita gente, e a desgraça alheia faz muita gente se sentir melhor com a própria vida. Não é à toa que caras notoriamente abusivos nunca estão solteiros e que, quando você está mal, corre o risco de receber conselhos do tipo “pensa bem, olha pra todas as coisas legais que você não teria sem ele, você vai ficar pior sozinha. Eu sei que é difícil, mas vale a pena aguentar. Todo mundo gosta dele, ele não pode ser tão ruim assim”.

Também tem muita gente que acha que amor e relacionamento é receita de bolo ou passe de mágica, que se aconteceu com você, então é só ela sentar e esperar que também vai acontecer com ela. As pessoas não entendem que um relacionamento saudável depende de esforço conjunto. Não adianta você exigir sacrifício e devoção da pessoa enquanto você a sustenta com migalhas de atenção. Você não vai conseguir manter um relacionamento com base em abuso, interesse ou objetificação, e você não vai ter o direito de se lamentar contra o “amor” quando perceber que esse relacionamento não te deu a vida feliz de contos de fadas que você achou que iria acontecer por mágica só por ter alguém falando “eu te amo” sempre que conveniente. O problema aqui é que tem muita gente que não suporta ficar sozinha. A simples ideia de um casal perto dessa pessoa já a deixa com vontade de pedir o primeiro que passar na rua em namoro. Infelizmente, parece que grande parte dos relacionamentos começam pelos motivos errados. As pessoas tentam convencer a si mesmas de que amam, de que estão felizes, de que isso é tudo o que elas sempre quiseram na vida, e enterram dentro do peito a verdade que elas preferem fingir que não existe.

Não é incomum encontrar por aí posts e artigos intitulados “como fazer o relacionamento dar certo”, e um conselho que sempre aparece é “não se esqueça de dizer ‘eu te amo’”. Olha, me desculpa se eu estou trazendo isso à tona de um jeito meio brusco, mas se você precisa colocar “demonstrar afeto” na sua lista de afazeres, logo abaixo de “comprar papel higiênico”, então o dito afeto que você pretende demonstrar simplesmente não existe. Você precisar se forçar a dizer à alguém que a ama é mentir para ela e para você mesmo... E você sabe disso. Nós dois sabemos que você sabe disso. Quem ama de verdade demonstra o tempo todo, não importa o quão tímida ou fechada a pessoa seja. Ela vai falar que te ama trezentas vezes por dia, de várias formas diferentes; ela vai segurar seu rosto entre as mãos e te olhar como se você fosse a coisa mais incrível do mundo inteiro; ela vai estar sempre por perto, de preferência encostada em você de alguma forma; ela vai calar a boca e te abraçar por horas, como se estivesse tentando transformar vocês dois em uma coisa só.
Agora me olha nos olhos e me diz que uma pessoa assim precisaria lembrar de dizer pra outra pessoa que gosta dela.

Eu vou falar a verdade pra vocês, manter um relacionamento saudável não é fácil. Não existe isso de um casal perfeito que nunca brigou na vida – a diferença aqui é que existem casais que colecionam brigas de propósito, esperando ansiosamente pela oportunidade de jogar tudo na cara da outra pessoa; e existem casais que jogam limpo e colocam todas as cartas na mesa, até não restar nada não dito, nenhum rancor guardado e o motivo da briga poder virar passado. O que importa não é você estar certo, e nem você “ganhar” uma discussão. Ninguém é vencedor de porra nenhuma se no fim do dia a outra pessoa ainda estiver triste com você. Não trate o seu relacionamento como uma competição e não trate a pessoa que você diz amar como um oponente.

Eu não aprendi isso nos pouco mais de dois anos em que eu e o Euclides estamos juntos, eu demorei uma vida inteira, e o tanto que eu sei não é suficiente nem pra encher duas páginas de texto. Por outro lado, essas coisas que eu sei me ajudam a ser cada dia mais feliz, e a deixar a vida dele cada dia mais feliz também. No fim das contas, é só isso o que importa: tudo o que você quer é deixar a outra pessoa feliz, e a sua felicidade é consequência do processo. Quando a outra pessoa quer exatamente a mesma coisa, as pequenas preocupações ali de cima param de ter importância, e estar simplesmente vivo do lado de quem se gosta vira a coisa mais legal do mundo... E eu acho que é isso o que eu sei sobre relacionamentos até agora, espero que ajude alguém por aí.


Maratona de Filmes de Inverno Blogueiros Geeks!

No começo do mês, a querida Thaísa, do blog Leitura das Cinco, apareceu com a ideia de uma maratona de filmes de inverno lá no Blogueiros Geeks. Cada filme, que eu não posso já ter assistido antes, seguindo um tema, e eu FINALMENTE estou aqui compartilhando a minha lista com vocês!!


Confesso que eu assistindo filmes é algo como um evento, porque eu amo/sou séries e sempre dou preferência pros episódios atrasados, mas como eu adoro fazer resenha de filme e, honestamente, ver alguns dessa lista era questão de honra, eu aceitei... Procrastinei... E agora assumi a responsabilidade de terminar onze filmes em 10 dias. Só vamos!

Esses aqui são os filmes da minha Fantástica Lista de Filmes da Maratona BG de Inverno:

1- Nome Próprio
2 - A Garota Dinamarquesa
3 - O Conformista
4 - Advogado do Diabo
5 - Exit Through the Gift Shop
6 - The Man Who Fell to Earth
7 - Corra, Lola, Corra
8 - A Fita Branca
9 - The Rocky Horror Picture Show
10 - Inside Out
11 - O Grande Hotel Budapeste

Eu fiquei MUITO em dúvida em alguns temas, mas consegui ficar em paz com essa lista, e já estou assistindo! Aos poucos trago as resenhas pra cá! Me contem nos comentários quais filmes da lista vocês já viram, e me recomendem mais filmes legais também! Falou, valeu e até o próximo post!

[52 Semanas] Semana 31: Quando não tenho nada pra fazer, gosto de…

Esta foto não tem absolutamente nenhuma relação com o post. Na verdade, eu só queria uma desculpa pra ter um coelho de gravata no blog. Fonte: PuiPui the Bunny

- Ficar na internet... Pra sempre.
Não existe isso de "nada pra fazer" quando você tem um computador por perto. Literalmente. Uma hora você está fuçando pelo Pinterest e na hora seguinte está pesquisando sobre física quântica na Wikipédia. 

- Adicionar séries na listinha infinita de "quero ver". 
Nada como ficar horas zapeando pelos lançamentos da temporada para garantir que, da próxima vez em que você ficar sem nada pra fazer, pelo menos vai ter algo para assistir. O que nos leva ao próximo ponto:

- Fazer download de tantas coisas quanto for possível, ainda que você só vá assistir qualquer uma delas tipo um ano depois. 
Esse aí dispensa comentários. Quem nunca travou o próprio PC por estar baixando 300 torrents que atire a primeira pedra.

- Passear.
Eu moro abençoadamente perto da Avenida Paulista, além de ter um shopping também bem pertinho de casa. A Livraria Cultura é, oficialmente, o melhor lugar do mundo para passar horas e horas e horas, e tomar um café despretensioso num Starbucks qualquer bem de boas também é uma delícia. 

- Arrumar a casa.
Esse aí acontece de vez em nunca, mas dá uma felicidade imensa no final. Poucas coisas são tão recompensadoras (essa palavra existe?) do que você, sem planejar, terminar arrumando a casa inteira. 


Filigrana: História e Técnica

O livro Filigrana - História e Técnica, que já existe em forma física, foi lançado também em e-book na Amazon (comprar)! Para comemorar essa conquista, a Thais Guarnieri, pesquisadora, joalheira e uma das autoras do livro, aceitou o convite para publicar aqui no blog esse texto super bacana explicando a história e a evolução dessa técnica tão incrível. Eu espero que vocês gostem!


Filigrana é uma das técnicas mais antigas de ourivesaria do mundo, que consiste em trançar e curvar fios de ouro ou prata, onde um artesão com muita experiência consegue trabalhar com fios de espessura finíssima tal como a de um cabelo, para preencher as armações de um desenho desejado por ele. Assim se originam joias, de aparência rendilhada e muito delicada.
Um dos mais antigos trabalhos de filigrana que se tem notícia data de 2500-2000 a.C. encontrado na cidade de Ur (hoje sul do Iraque). Essas primeiras peças têm os fios soldados sobre uma chapa. Os sumérios desenvolveram técnicas de ourivesaria, cujas habilidades foram passadas através do contato com outras culturas como as que habitaram o Golfo Pérsico e o Mediterrâneo, chegando até a Etrúria. 
Reconhecidamente exímios nesta arte, os etruscos associavam filigrana e granulação, soldando esferas de metal sobre os fios como forma de decoração. Outra inovação foi a de conseguir soldar a filigrana em armações, eliminando as chapas das joias. A textura produzida pelo trançado do fio passa a ser uma das características fundamentais para a técnica. O termo FILIGRANA só é cunhado a partir do século XVII, provavelmente por mérito de Lorenzo Magallotti. Lorenzo nasceu em Florença, estudou na universidade de Pisa em 1660. Foi diplomata do Grão-Duque Ferdinando II, imperador do Sacro Império Romano, e depois do Duque Cosimo III. Escreveu alguns livros, onde cita e descreve técnicas de joalheria, sendo uma delas o trabalho com fios. A palavra escolhida para nomear a técnica deriva do latim, FILUMM que significa fio e GRANUM, que quer dizer grão. Isso faz alusão e reforça a importância da aparência que os fios trançados dão de gomos, quando a peça está pronta.

Reprodução: Thais Guarnieri Centro de Estudos
A filigrana chega as Américas com os ourives que migraram para o novo mundo assim como os portugueses. Cada país em que esta arte foi introduzida desenvolveu características particulares tanto na produção, como em seus desenhos. Produzindo hoje no Brasil temos Natividade onde o mestre Wal mantém sua oficina-escola. Os alunos aprendem a fazer a Filigrana como forma de manter e preservar essa técnica que chegou na cidade provavelmente na época da corrida do ouro. Natividade foi fundada em 1734 e foi um dos mais importantes polos de retirada de ouro durante o século XVIII. Alguns pesquisadores afirmam que mais de 40 mil escravos trabalharam retirando o ouro de aluvião, isto é, o metal estava depositado no leito dos rios.

Quem escreve:



Thais Guarnieri é formada em Fotografia pela Escola Pan Americana de Artes. Formada em Publicidade e Propaganda, na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Pós-Graduada em Gestão de Luxo na Fundação Armando Álvares Penteado ( FAAP). Viajou pela América Latina, para aprender a técnica da Filigrana com os Artesãos. Participou de Exposições com seus trabalhos, no Brasil, Estados Unidos e Alemanha. Participou como professora no Núcleo de Cultura na Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, Professora no Istituto Europeo di Design, na Graduação, no Curso de Produção de Joalheira, e nas Escola de Joalheria Espaço Mix, Ateliê Alquimia, Arte e Metal e Marcia Pompei. Autora do Livro “Filigrana - História e Técnica”, publicado em 2012. Ministra palestras sobre História da Moda, História da Joalheria e História da Filigrana nas Escola Espaço Mix e Marica Pompei. Pesquisadora da História da Joalheria e a vida do Barão de Guaraciaba. 

O Livro:
A obra traz a pesquisa histórica das autoras sobre a técnica de joalheria filigrana, desde seu início com o povo sumério até alcançar as Américas e a produção atual.
Percorrendo o desenvolvimento desta arte e seu aperfeiçoamento entre os povos desde 2500 a.C., demonstrando passo a passo a elaboração de peças em filigrana com mais de quarenta ilustrações com todos os detalhes técnicos.
A versão digital do livro conta com mais fotos do passo a passo de uma joia de Filigrana.


Reprodução: Thais Guarnieri

A Thais também mantém um centro de estudos virtual, atualizado com vídeos, fontes de pesquisa, fatos históricos e curiosidades sobre joalheria e sobre a técnica da Filigrana. Além disso, ela tem uma página do Facebook atualizada com notícias e curiosidades! Se você tem interesse pela área e gosta de saber como essas joias maravilhosas são feitas, vale muito a pena conferir!



Nota: Thais Guarnieri aceitou o convite para escrever este post. O blog não pagou e nem recebeu em troca desta publicação, e nem tem participação nos lucros da venda do livro (o que não quer dizer que você não deva clicar no link ali de cima e comprar).


[Blogueiros Geeks] 5 (na verdade 10) Casais Fofíssimos

Quero começar esse post dizendo que eu finalmente respirei fundo, sentei com o meu caderninho de organização do blog (que estava mais abandonado que não sei o quê) e listei todos os posts que eu tinha planejado e guardado dentro da minha cabeça nessas últimas semanas, e o resultado é... Gente, eu tô muito ferrada, hahaha. Mas tudo bem! Não criemos pânico, com um pouquinho de disciplina eu consigo soltar os posts de blogagens coletivas de junho... Bem, em junho. E este aqui é o primeiro deles!
Todas as imagens são reproduções / Pinterest

Eu quis morrer quando, lá no começo do mês, vi os temas sugeridos pelo Blogueiros Geeks, porque fiquei com vontade de fazer absolutamente todos! Adoraria ter conseguido soltar este (e o próximo) mais perto do dia dos namorados, mas o amor não tem prazo! Então hoje vocês conferem a minha lista de Cinco casais lindos, queridos e fofíssimos para amar, proteger, enaltecer e querer esfregar na cara de vez em quando (com algumas menções honrosas pra gente fazer de conta que eu não listei o dobro do que foi proposto porque o amor não tem limites).

1 – Ed e Lorraine Warren

Eu gosto demais da química desses dois na franquia Invocação do Mal. Eles funcionam tão bem juntos, são tão parceiros, tão nascidos um pro outro que a impressão que me passa é que eles são um casal há várias reencarnações. Eu com certeza espero que os verdadeiros Ed e Lorraine tenham tido essa química tão boa na vida real! (e talvez descubra isso em breve, assim que a Darkside lançar a biografia dos dois).

2 – Chihiro e Haku

A Viagem de Chihiro é uma animação tão fantástica, com um envolvimento tão singelo e puro entre os personagens que seria impossível não citar esses dois. A história não é um romance e quase não aborda a convivência dos dois, mas é algo tão puro e bonito que está muito além de amor ou amizade, eles simplesmente existem para ficar juntos, eles se completam, independente de terem ou não uma relação.

3 – Adam e Eve

Eu tento não falar sempre sobre as mesmas mídias aqui no blog, mas às vezes isso me parece impossível! (Eu, inclusive, deixei Thane e Shepard como menção honrosa de propósito, porque vocês ainda vão ter que me ouvir falando MUITO sobre Mass Effect por aqui) Já citei Only Lovers Left Alive aqui antes, e provavelmente vou citar de novo. Pensa em um casal que está junto desde sempre.Literalmente. Eles pertencem um ao outro em um nível tão fora da curva que podem muito bem passar séculos sem ter contato e, ainda, estarem juntos. Uma vez que eles voltam a se encontrar, é como se nunca tivessem se separado... Sem falar que o Adam fica meio estranho quando a Eve passa muito tempo longe.

4 – Marceline e Bubblegum

Até quando elas não eram oficialmente um casal elas eram um casal adorável. Uma das séries que eu quero colocar em dia é Hora de Aventura (apesar de eu estar literalmente 500 episódios atrasada, porque estou vendo desde o começo), e eu consigo entender perfeitamente porque tanta gente shippava há tanto tempo. Eu fico que nem criança assistindo os episódios, esperando pra uma das duas – ou as duas – aparecerem. Haja paciência pra me aguentar quando a história delas começar a ganhar espaço.

5 – Eu e mozão
Fala sério, você já olhou pra gente? Nós somos adoráveis.

Muito amor envolvido? Kirido, nesse post SÓ teve amor envolvido. Me ame aí nos comentários você também, e me conte quais são os seus casais favoritos da vida!


Menções honrosas: 
1 - Shepard e Thane (Mass Effect); 2 - Red e Transistor (Transistor); 3 - Madame Vastra e Jenny (Doctor Who); 4 - Anita e Giuseppe Garibaldi (A Casa das 7 Mulheres - uma das séries mais legais que a Rede Globo já produziu); 5 - Rafael e Serena (Alma Gêmea - eu sei que você chorou HORRORES com esses dois).


[52 semanas] Semana 30: Fico impaciente com pessoas que…


- Demoram para tomar atitudes
Se uma pessoa me aparece com um problema, eu vou realmente parar o que estou fazendo para procurar uma solução. Não importa se é um problema prático ou algo emocional, empírico, espiritual etc. Eu vou pedir mais informações, encher a pessoa de perguntas e apresentar todas as soluções que eu conseguir encontrar. Eu obviamente não vou obrigar a pessoa a seguir pelo caminho que eu indiquei, mas eu vou ter certeza de ter ajudado de todas as formas que eu puder...
... E aí passam três dias, semanas ou meses e a pessoa volta pra mim de novo, chorando pelo mesmo problema, pelo qual ela não fez absolutamente nada para solucionar. Aí fica bem claro que a pessoa nunca precisou de uma solução, ela só queria alguém para ouvi-la bitching about something, e eu não tenho paciência com essas pessoas. Não vou gastar meu tempo com pessoas que cultivam problemas de estimação enquanto tem gente que realmente precisa de um ombro amigo por aí.
(Como tirar a Marcela completamente do sério em três passos simples: apareça pedindo conselhos sobre um problema. Escute todos os conselhos que eu tenho pra te dar e faça a conversa durar por HORAS e, por fim diga, "eu já sei de tudo isso que você me falou". Se você fizer isso comigo, eu recomendo dormir de porta trancada nesse dia).

- Querem sempre ser o centro das atenções
Todo mundo conhece pelo menos uma pessoa que, ao invés de tentar interagir no assunto do momento, tenta chamar a atenção de todo mundo para um assunto inteiramente novo que é... Ela. Imagina a cena: você e outras dez pessoas estão absolutamente fritando em um assunto mega polêmico em um grupo ou post e, de repente, surge uma pessoa postando uma foto de si mesma na conversa e perguntando "esse vestido me deixa gorda?". Isso aconteceu uma vez? Beleza, mas sempre fica um pouco chato. E é nessa parte que você me diz "ah, é só ignorar", mas cara, ignorar não vai fazer parar de existir, e eu não tenho paciência pra existência dessas pessoas.

- Gente que conversa por preços
A pessoa abre a boca e você se sente num livro tipo Psicopata Americano. Ela só vem falar com você pra compartilhar alguma coisa cara ou exclusiva que ela viu, comprou, foi ou fez. De preferência algo que ela sabe que você queria fazer. A pessoa que só se sente bem pensando que as outras pessoas sentem inveja dela, conhece alguém assim? O mais aterrorizador é que não é nem de propósito, ela simplesmente funciona desse jeito.
Você nunca consegue falar de uma série, filme ou livro com essa pessoa, porque ela está sempre ocupada demais viajando e torrando dinheiro dos pais em coisas inúteis que ficam bem na foto. Uma conversa sobre o sexo dos anjos com esse tipo de gente só rende se você convencê-la de que um dos anjos usava Louboutins.

- Gente que dá spoilers

MORRAM.

Coisas aleatórias e importantes dos últimos dias

Eu nem acredito que eu vou dizer isso... Mas ok, vamos lá, respira fundo...
Eu estou de férias. 

Eu sei que isso acontece todo o semestre, mas se vocês me perguntarem lá pro fim de maio ou de outubro, eu provavelmente vou dizer que o fim do semestre não vai chegar nunca. E essas semanas finais são tão rock and roll que, agora, eu estou sentada na frente do computador com essa única aba aberta, porque eu não lembro direito como eu conseguia passar tanto tempo na internet. Honestamente, eu nem lembro a última vez que eu parei pra responder comentários aqui ou ver os posts novos (que agora já estão velhos e eu ainda não vi) dos blogs que eu gosto.
Até agora a única coisa que eu fiz com as minhas férias foi comprar um pijama novo, R$50,00 em doces Fini, Fanta e Ruffles e ver uma temporada inteira de Hora de Aventura de uma vez. 


A boa notícia é que eu tenho, na real, uns vinte posts planejados pra cá, e agora eu definitivamente vou ter tempo para preparar isso tudo. ❤  Esse post aqui, por sua vez, serve para eu contar um resumão do que rolou na minha vida nesses últimos dias, que merecem menção mas que, talvez, não rendessem muito em um post só pra eles. 

A primeira coisa, decididamente, é que a Evey na verdade é Poe. Um belo dia eu estava no trabalho e recebi uma mensagem do Euclides perguntando como eu me sentiria se descobrisse que na verdade a gente tinha um bro na casa. Pra quem não sabe, diferenciar o sexo de um gato é bem mais difícil do que o de um cachorro, por exemplo, porque machos e fêmeas são muito parecidos, tanto em aparência quanto em comportamento. Então lá fomos nós procurar vários tutoriais na internet de como dizer se eu gato é macho ou fêmea. Hoje eu me orgulho de ser uma expert no assunto, se algum de vocês tiver alguma dúvida, pode me perguntar que eu vou saber, hahahaha. 
O Poe é tipo o gato mais legal do mundo. Eu nunca vi um gato tão manso, companheiro e amoroso que nem ele. Eu ainda posto sobre ele todos os dias no twitter e no snapchat, e a tag #AConquistadoGatinho continua firme e forte!

A segunda coisa provavelmente é mais importante que o gênero fluído do meu gato, mas, pra mim, é uma notícia tão velha que já faz parte da minha vida há meses e a informação é só formal: eu e o Euclides assumimos o noivado publicamente. Por quê essa é uma informação formal? Porque nós basicamente nos pedimos em casamento todos os dias, o tempo todo, durante o último ano, de forma que eu nem lembro direito quem começou com isso (ele diz que foi ele, então a gente trabalha com essa info). Nós decidimos esperar o aniversário de dois anos de namoro pra jogar a notícia na rede (mais porque a família dele adora um motivo pra reunir todas as 300 pessoas pra comemorar qualquer coisa e encher a cara de comida - e não tem ninguém aqui reclamando disso). Muita gente perguntou como foi o pedido, se foi romântico, se eu já esperava... Gente, como assim? Eu juro que não entendo MESMO, a ideia era que eu nem imaginasse que ele, coincidentemente assim como eu, quisesse passar o resto da vida junto?.... Tipo, pra quê eu ia querer investir em um relacionamento que eu não quisesse que durasse pra sempre? (talvez isso aqui renda um post algum dia).

E, sobre o pedido, eles são mais ou menos assim:
- Ow.
- Oi.
- Quer casar comigo?
- Quero.
- Sério mesmo?
- Serião.
- Fechou então.

E o mais recente foi assim:
- Eu preciso que você tome duas decisões sobre coisas muito importantes e precisa ser agora.
- Ok, pode falar.
- A primeira pergunta é se você quer casar comigo.
- Quero.
- Ok. A segunda pergunta é se você quer comer um temaki quando a gente sair daqui.
- Quero.
- Fechado. 

Se isso não é romântico, então eu não sei o que é. 
O casamento obviamente ainda não tem data, mas vai ficar pra depois da formatura. Não vai rolar festa na igreja e nem vestido branco. Eu gosto mais da ideia de uma festa à fantasia com trilha sonora de filmes e séries.
Considerem-se convidados. 
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