[BEDA] #26: 12 Meses de Poe - O Coração Delator

Reprodução
Não sei o que é mais fantástico: o fato de o BEDA estar acabando e de nós já, praticamente, termos vencido, ou de eu finalmente estar em dia com o projeto 12 Meses de Poe!

O Coração Delator é um dos contos mais famosos de Poe – sendo famoso mesmo durante a vida do autor, e aqui sim nós começamos a falar de contos de terror. Diferente das histórias de piratas e reflexões psico-filosóficas e religiosas dos contos anteriores, aqui nós não vemos o próprio Poe, ou um médico, como personagem-narrador. A história é, sim, contada em primeira pessoa, mas, dessa vez, por um narrador não confiável, que passa todo o conto tentando convencer o leitor de sua sanidade.

Ele não é louco, ele te dirá, ele é racional, calculista, frio e sofre de alguma espécie de hipersensibilidade. E ele é nervoso, terrivelmente, descontroladamente nervoso.

Por qualquer motivo que não é especificado, o narrador-protagonista divide a casa com um homem já de idade avançada. Não sabemos dizer se são pai e filho, parentes de qualquer espécie, se o narrador é um enfermeiro (ou, talvez, um médico) ou se é a relação entre um empregado e seu mestre. O que nós sabemos é, lógico, que o narrador não é louco, e que, por algum motivo, ele decidiu matar o velho.

Ele próprio confessa ao leitor sua falta de motivos. Não seria um crime de ódio, não seria por interesse ou por dinheiro... Talvez fosse pelo olho. Um dos olhos do velho era azul, quase branco, enevoado pela catarata em estado avançado e o lembrava terrivelmente o olhar impiedoso de um abutre. O olhar cego do velho o assombrava e o irritava, e ele já fez questão de esclarecer o quão nervoso ele pode ficar.

Se ele procurava um motivo que justificasse o assassinato do velho, seu olhar morto de ave carniceira lhe caiu como uma luva.

Toda a coisa foi milimetricamente calculada. Durante sete noites ele esperou, treinou, esgueirou-se pelo quarto do velho esperando deparar-se com o olho fantasma o vigiando. E durante sete noites o velho dormiu sem ser incomodado. Afinal de contas, o narrador odeia o olho, não o velho, e não haveria motivos para mata-lo enquanto dormia.

Na oitava noite, no entanto, o olho de abutre o encara de volta, e ele sabe que é o momento certo de agir. Ele também sabe que o velho sente medo, sua audição sensível escuta cada batida do coração da vítima, até a última.

Ele está tão certo da perfeição de seu ato que não se aflige quando, horas depois, com o cadáver já escondido, a polícia bate à porta da casa, alertados de um grito vindo do quarto do velho assassinado. Mas nosso narrador nada teme, pois ele não é louco – muito pelo contrário, tudo foi feito de maneira extremamente racional – e mostra aos policiais, quase com prazer, a normalidade daquela casa e, sobretudo, do quarto onde, horas antes, um corpo era despedaçado.

E aí o coração do velho volta a bater, mais forte do que nunca.

O conto, apesar de curto, é narrado de maneira extremamente tensa e, como sempre, nós gostaríamos que a história durasse um pouco mais. O ritmo dos acontecimentos é exatamente como um batimento cardíaco, cada vez mais alto, mais alto, mais forte. Ao final, a tensão inunda o ambiente, tornando-o pesado, opressivo, e há pouco que o se possa fazer para escapar da sensação de sufoco.


O final da história, por sua vez, pode ser comparado tanto à um grito, na tentativa de se libertar, quanto ao prender da respiração, para tentar fugir. 

[BEDA] #25: 10 músicas - Around the World

Vocês se ligaram que esse BEDA é todo músicas gringas, mas gringas além do gringo nosso de cada dia, certo? Resolvi aproveitar que agosto está acabando (e nós estamos vencendo) para, com a ajuda do Euclides, que é o rei do lado negro do Youtube e adora pesquisar bandas desse tipo, trazer pra vocês dez músicas de dez países diferentes, sem repetir o idioma!
Em resumo, ninguém vai entender nada do que esse povo canta, mas que é divertido, isso é!

1 - Espanha

2 - Coréia (k-pop, bitches)

3 - França

4 - Japão (j-rock!)

5 - Alemanha

6 - Líbano

7 - Bretanha (ok, vamos dar crédito aqui: França, mas a música é cantada em bretão, lidem com isso)

8 - Dinamarca

9 - China (rock chinês mano, cêis acham que eu tô de brincadeira aqui)

10 - Rússia

[BEDA] #24: As constelações ilustradas de Qinni

Eu mostrei o livro de ilustrações da QUERIDA Ju Fiorese aqui no BEDA esses dias, mas faz muito tempo que eu não falo sobre ilustradores e ilustrações aqui no blog! Dica: se quiserem ver os outros posts sobre o assunto, é só clicar na categoria arte ali no menu. Selo Marcela de garantia que só tem gente fantástica envolvida.

Eu conheci a arte da Qinni por acaso, passeando pelas publicações que o Instagram achava que eu poderia gostar (inclusive foi assim que eu conheci boa parte dos ilustradores que admiro). Gente, de verdade, eu não tenho palavras para descrever o quão mágico é o trabalho dessa menina. É bem capaz que você já tenha visto alguma coisa dela por aí – vou chutar que essa ilustração aqui já passou pela sua tela:


 Reprodução / Qinni
Acho que essa é uma das mais famosas dela, e a maioria segue o mesmo estilo de cores, profundidade e, claro, magia. O perfil dela no Instagram é lindo, um misto de artes prontas, artes sendo feitas, animações, tudo nesse ar colorido e surrealista que vocês sabem que eu amo muito, isso além de todas as ilustrações inspiradas no mundo geek e na cultura pop. Tem Legend of Zelda, Game of Thrones, Harry Potter, a coisa toda, com o bônus de serem desenhados primeiramente em Moleskines e sketchbooks, que é outra coisa que eu AMO.
Ela também anda super adepta ao novo instasnap snapgram stories do insta, então sempre tem vídeos bacaninhas dela pra ver, desde o passo-a-passo de alguma arte nova até um throwback das ilustrações antigas dela.

Inclusive, me dá uma emoção quando artistas que eu admiro compartilham a evolução e treinamento com o passar dos anos. Um dia ela compartilhou no stories a linha do tempo de ilustrações, até ela começar a usar pintura digital, e eu fiquei toda “meu bebezinho cresceu 🖤”, porque sou dessas.

Acho que já deu para perceber que a Qinni é uma pessoa que eu já considero pakas só pelas ilustrações maravilhosas que ela cria, certo? Então acho digno eu parar de falar (escrever?) e deixar vocês verem a coisa por conta própria:

 Reprodução / Qinni
 Reprodução / Qinni
 Reprodução / Qinni
 Reprodução / Qinni

 Reprodução / Qinni
Se vocês gostaram, então precisam conferir os perfis dela por aí: Facebook, DeviantArt e, dãã, Instagram. Inclusive, confiram também este post aqui da Ruh Dias sobre a Qinni e outros ilustradores incríveis!

Por último, fiquem com essa animação curtinha e linda feita por ela. Vejo vocês amanhã!


[BEDA] #23: O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, de Ransom Riggs.

 Imaginem a minha cara (completamente torta) quando eu decidi empilhar todos os livros meus (sem contar os do Euclides que eu pretendo ler) que eu ainda não havia lido, achando que isso ia me ajudar a decidir a próxima leitura. O resultado foi uma pilha assustadora de mais de vinte livros – e depois eu achei mais uns 5 que eu havia esquecido de empilhar.

Eu, que achei que isso ia facilitar minha vida, demorei quase uma semana para escolher um livro novo. Até sorteio eu fiz e, como sempre, ignorei o vencedor porque não era exatamente oooo livro que eu queria ler – apesar de eu não fazer ideia de qual livro eu queria ler. Acabei pedindo a ajuda de todo mundo, nos grupos do whatsapp, do Facebook, na página do blog (o que não resolveu também, porque rolou empate entre uns três títulos, mas obrigada quem deu pitaco 🖤)

No fim, não sei que luz me bateu que eu decidi ler O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares, um livro que eu queria ler há tempos e que eu devorei em dois dias, coisa que eu não fazia há muito tempo e que me fez muito bem.

O livro – o primeiro de uma trilogia – é o queridinho de muita gente, e não sem motivo. A história é uma mistura de infanto-juvenil e dark fantasy, que consegue entreter e fugir dos clichês ao mesmo tempo.

Jacob é um adolescente que não acredita mais nos contos de fadas que seu avô contava. Pior ainda: ele acha que as histórias sobre as crianças peculiares, com poderes fantásticos, que moravam com ele no Orfanato sob os cuidados de um falcão, são apenas metáforas e fugas fantasiosas contra o horror da Segunda Guerra. Ainda que seu avô jamais tenha admitido as mentiras, é impossível ter dezesseis anos e acreditar em meninos invisíveis e meninas mais leves que o ar. Muito menos nos monstros medonhos e perigosos que ele dizia ter caçado durante toda a sua vida.

No entanto, o velho Abraham não se importa se Yacob acredita ou não em suas histórias. Ele nunca teve dúvidas de que os monstros estavam por aí, e que apenas ele poderia combate-los. Infelizmente, a idade avançada não faz nenhum favor ao velho soldado, e ele precisa admitir que a ajuda de seu neto lhe cairia muito bem. Isso, é claro, se Jacob não o tomasse por um senhorzinho bondoso e senil que seria deixado em um asilo muito em breve.

Eu não preciso dizer que tudo muda quando Jacob descobre, da pior forma possível, que os monstros são reais.
Reprodução
Gostei bastante de como a narrativa é realista e sensata ao abordar o trauma e as crises de ansiedade de Jacob depois de se deparar com uma criatura que poderia muito bem ter saído de um dos livros de H.P. Lovecraft, e de como a história não necessita de ex machinas para se desenvolver. Por mais difícil que fosse a investigação de Jacob sobre o passado de seu avô, e por mais longe que ele precisasse viajar para seguir as pistas encontradas, tudo acontece de forma linear e crível, o que deixa claro que Riggs foi atencioso com cada detalhe de sua história.

Toda a investigação feita por Jacob já é muito interessante antes mesmo de ele ter algum resultado, o que dirá quando ele finalmente conhece a Srta. Peregrine e suas crianças peculiares, escondidas do mundo e do passar do tempo, sempre às beiras da explosão de uma bomba que destruiria tudo durante a Segunda Guerra Mundial.

Eventualmente, Jacob se vê obrigado a escolher entre a vida peculiar que seu avô abandonou e sua vida comum de adolescente rico. De um lado, sua família e a normalidade que ele tanto acreditava gostar; de outro, seus amigos, sua missão, um risco à sua vida e, talvez, à sua sanidade. O tipo de decisão que precisa ser tomada rápido quando a aventura vai muito além de você mesmo e coloca em risco o mundo inteiro.

Eu estou realmente empolgada para ler os dois próximos livros, principalmente porque o final do primeiro título foi, ao mesmo tempo, feliz e absolutamente catastrófico e, como todo bom primeiro episódio, terminou com milhões de perguntas e quase nenhuma resposta.

Eu gostei de como os personagens, por mais fantásticos e poderosos que possam ser, continuam equilibrados. Eu imagino o quão tentador não deve ter sido transformar as crianças em heróis e fazer com que elas resolvessem problemas aparentemente impossíveis. Riggs, no entanto, as manteve justamente como são: crianças. E crianças resolvem as coisas com planos criativos e mirabolantes que nem sempre irão dar certo, não importa se elas atiram bolas de fogo pelas mãos, ou se na verdade tem cento e doze anos.

Reprodução
Minha edição do livro é em português, e ainda que eu tenha achado a tradução boa, eu acredito que os tradutores talvez tenham pecado pela literalidade. Muitas frases ficaram um pouco truncadas em português por excesso de cuidado da tradução, que provavelmente não quis ir além do que estava escrito na versão original. Como boa brasileira que sou, eu diria que em alguns momentos faltou malemolência ao texto na hora da adaptação de gírias, ditados populares, etc, ficando fácil concluir o termo usado em inglês. Mas isso nem de longe dificulta ou tira a graça da leitura que, vocês bem sabem, é super fluída e agradável, além de pouco ou nada cansativa.

O livro é todo ilustrado por fotografias que, diz o autor, foram pouco ou nada alteradas digitalmente. São imagens, como vocês já imaginam, peculiares, que ilustram perfeitamente cada um dos personagens e contribuem muito positivamente para o clima da história, deixando tudo muito mais divertido e mais fácil de imaginar. Com certeza a história não teria o mesmo impacto se não viesse acompanhada por imagens tão curiosas, e não há como negar que as duas coisas se encaixaram perfeitamente.


Espero conseguir ler os outros cinco milhões de livros da minha pilha com a mesma vontade que devorei O Orfanato, porque aí vou poder ler os dois títulos seguintes muito em breve!

Nome: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares (Miss Peregrine's Home for Peculiar Children)
Autor: Ransom Riggs
Editora: LeYa
Idioma: Inglês
Tradução para o português: Edmundo Barreiro e Márcia Blasques
Ano: 2012
ISBN: 978-85-441-0284-8





Nota: 7,5/10

[BEDA] #22: 12 Leituras - Exorcismo, de Thomas B. Allen

Vou confessar pra vocês que estou impressionada por ter conseguido fazer dois posts consecutivos do projeto 12 Leituras – isso faz com que eu me sinta menos pior por estar lendo tão pouco e tão devagar esse ano! Mas também confesso que, mais uma vez, tive sorte: o tema escolhido para esse mês calhou de ser o tema da minha próxima leitura... E o meu tema favorito da vida: livros de terror🖤

As pessoas me olham torto quando eu digo que meu interesse pelo gênero não é limitado às histórias, eu gosto do estudo por trás da coisa, gosto do que dá medo e é real (ou, pelo menos, eu acredito que seja). Toda aquela história de vã filosofia que faz o mundo parecer grande e misterioso. Eu adoro coisas além da compreensão, pro bem ou pro mal.

E aí a gente tem esse livro.

Anos atrás, antes do blog começar a ser o que é hoje, antes mesmo de ele atender por Sentimentaligrafia, eu resenhei o livro Novos Relatos de um Exorcista, do Padre Gabriele Amorth, atualmente o nome de maior peso quando o assunto é exorcismo. Infelizmente eu deletei a resenha quando reformei o blog (não sei no que diabos eu estava pensando quando apaguei aquele texto), mas ele teria combinado MUITO com a resenha que eu estou para fazer. Isso porque ambos os livros não contam histórias ficcionais, mas relatos verídicos, estudos e análises sobre possessões demoníacas e sobre como a igreja se comporta perante um desafio desta magnitude.

Enquanto em Novos Relatos o padre Gabriele conta suas próprias “aventuras”, em Exorcismo, o jornalista Thomas B. Allen organiza um compêndio de diários, notas e informações feitas pelos envolvidos no caso que originou o livro The Exorcist, ou O Exorcista que, mais tarde, inspirou o filme que matou nossos pais (e talvez alguns de vocês, vai saber) de susto.

Sendo um relato, não uma história, não é difícil imaginar que o ritmo do livro seja bastante diferente. Os acontecimentos são lentos e graduais, e acaba tendo um certo clima de filme de terror. Eu não sei vocês, mas eu conseguia imaginar claramente as cenas lidas, sem nem precisar me apoiar no filme que o caso inspirou.

 Tudo começa quando a tia Harriet dá de presente à Robbie uma tábua Ouija. Harriet é espiritualista, e não vê mal em usar um aparato como estes para se comunicar com o espírito de uma pessoa morta. Quando ela própria vem a falecer, nada mais normal para Robbie do que tentar comunicar-se com ela.
A partir daí, dia após dia, as coisas ficam cada vez mais incomuns. Um insistente barulho de goteira, coisas que misteriosamente mudam de lugar, o incômodo som de algo tentando arranhar seu caminho para fora de alguma coisa durante a noite. O tipo de coisa que você escolhe ignorar até que vá embora... Mas nunca vai embora, só fica mais intenso.
Reprodução / Darkside Books
Com o passar dos meses, todos estes acontecimentos sem explicação aparente escolhem Robbie como seu alvo. A cama do garoto vibra e se arrasta com ele em cima, as cadeiras e poltronas o jogam longe, ele passa horas a fio imóvel, vidrado, para depois agir como se nada houvesse acontecido, sem se lembrar de nada.

A família de Robbie, que não é católica e tampouco tem educação ou prática religiosa, sabe que precisa tomar alguma atitude, mas não sabem dizer qual. Movidos pela curiosidade e pelo desespero, eles se voltam à tábua Ouija e outros métodos de se comunicar com os mortos à procura de uma resposta. Isso os leva a acreditar que a assombração no quarto do menino é tia Harriet – mas por que a bondosa mulher estaria machucando seu sobrinho amado? Os arranhões que antes pareciam vindos do colchão agora vêm da pele do garoto.

O caso só chega às mãos de padres católicos quando a religião luterana já não oferece mais soluções, e mesmo assim a solução demora a aparecer. Isso porque, nos anos 1949, a Igreja passava por uma fase de modernização, e um exorcismo é algo tão antiquado, tão medieval... Parecia seguro acreditar que algo tão arcaico quanto o diabo não teria espaço na moderna sociedade americana.

Sendo um relato, não uma história, muitos detalhes permanecem não respondidos, afinal de contas o diabo age de formas misteriosas, e há muito aqui que nem nós e nem os padres que se envolveram no longo processo de exorcismo conseguem explicar. Mesmo depois de Robbie ter se livrado do que o afligia e de, contrário a vontade do padre Halloran, responsável pelo exorcismo, o feito ter chegado ao conhecimento dos jornalistas, muitos são os que acreditam que o menino nunca foi possuído por uma força demoníaca, ou assombrado por um poltergeist.


Talvez a história deste livro (deste diário) não te assuste, mas eu garanto que aquele insistente som de goteira (que você jura que vem da pia do banheiro) vai te incomodar muito mais depois de terminar a leitura.

Nome: Exorcismo (Possessed)
Autor: Thomas B. Allen
Editora: DarkSide Books
Idioma original: Inglês
Tradução: Eduardo Alves
Ano da edição: 2016
ISBN: 978-85-66636-98-7 (hue)







Nota: 8,5/10





[BEDA] #21: Filmes para ver a vida de outro jeito

Lembram que eu disse que ia rolar listinha de filmes cults de verdade por aqui? POIS ENTÃO, chegou a hora!
Vou contar pra vocês que eu tô feliz que o BEDA tá acabando, viu? Tô me divertindo MUITO, mas não tô dando conta de divulgar e preparar todos os posts não, hehehe.

- PI

Da série "o filme é tão cult que é até em preto e branco", PI é um filme incômodo e sufocante, que - acreditem se quiserem - faz até a pessoa mais de humanas do Brasil ver algum charme na matemática. Isso porque nós acompanhamos a vida de um matemático às portas de uma descoberta incrível, tentando ultrapassar as limitações de uma enxaqueca infernal e incurável e se deparando com um questionamento inusitado: seria a Matemática a linguagem usada por Deus?

- Never Let Me Go

Quer ficar na bad? O debate neste filme é tão intenso que a bad nunca vai realmente deixar você. Eu vi esse filme há meses, e direto ainda lembro da história e fico "UOU... que filme bom". O que você faria para curar a doença incurável de uma pessoa amada? Um câncer, uma falência de órgão, praticamente qualquer coisa. Quão longe você aceitaria ir se não houvessem limites para a evolução da medicina? Você é contra testes em animais? Em humanos?... E sobre testes em clones, o que você acha? Neste filme acompanhamos a vida de um grupo de jovens que foram criados para acreditar que suas vidas são comuns, e que não há nada além deste único caminho a seguir: eles são clones, e seus órgãos serão doados até que eles não sobrevivam à terceira ou quarta cirurgia. Afinal de contas, o que mais um clone poderia fazer?... Se apaixonar?

- Stalker

Nesse filme russo longo, lento e bonito, temos a seguinte metáfora: a Ciência, a Arte e a Religião são forçadas a traçar um difícil caminho juntos, pois todas têm o mesmo objetivo: ver seus sonhos realizados por uma força misteriosa. Para isso eles dependem de um Stalker: a única pessoa capaz de cruzar o caminho sem se perder. 

- A Girl Walks Home Alone at Night

O primeiro filme de vampiros da história do cinema iraniano. Tá bom ou querem mais? Esse filme tem uma fotografia MARAVILHOSA e trás metáforas sobre toda a sociedade contemporânea, além de contrastar de maneira bastante interessante a influência ocidental com os costumes tradicionais do país. Foi resenhado nesse post aqui, séculos atrás. 

- Arca Russa

Três horas de filme em um único take, que tal? Somos levados, juntamente com um homem que, tudo indica, acabou de morrer, pelo Palácio de Inverno do Museu Hermitage. O filme é uma aula maravilhosa sobre a história da Rússia, mas você pode querer fazer pequenas pausas para respirar e tentar impedir que o seu cérebro derreta com o tanto de beleza e informação sem pausas.

E nunca deixe ninguém te dizer que você não manja dos filmes cult.

[BEDA] #20: 52 Semanas - Semana 39: Minhas melhores qualidades:

Como assim gente? Esse post aqui é para eu puxar o meu próprio saco e me autoenaltecer? hahahaha Ok então, vamos começar com o jabá próprio:


- Eu sou paciente
Com as outras pessoas, lógico, porque com as minhas coisas próprias eu sou ridiculamente ansiosa. Mas pra uma pessoa me tirar do sério demora MUITO, e ela vai ter que se esforçar de verdade. É muito difícil eu brigar com alguém, ou formalmente encerrar uma amizade. Eu geralmente só me afasto e espero que a pessoa se manque, porque eu nunca chego em alguém e "ESCUTA AQUI KIRIDINHA". Então é, eu tomo partido nas tretas já iniciadas, mas dificilmente vou começar uma treta.

- Eu escuto as pessoas
Nunca vou dizer "não" pra alguém de boa que queira desabafar comigo, e realmente vou dar conselhos úteis e falar umas verdades necessárias. Isso porque eu odeio gente que, depois de você chorar as pitangas de uma vida inteira, responde "que bad" ou :( e fim de papo. Logo, como eu adoraria fazer pessoas assim sofrerem horrivelmente, óbvio que eu me esforço para ter o comportamento oposto.

- Eu sou boa amiga
Todos os meus amigos concordam com isso. Os que não concordavam eu tranquei no porão até que eles concordassem também.

- Eu sou fofíssima
Fala sério, olha pra mim. Eu sou absolutamente adorável.

Quantos likes essa princesa merece?

Dicas Diversas! © Layout criado por: Algodão Doce Design
imagem-logo