[12 Leituras] Magic: The Brother's War, de Jeff Grubb

Um tempo atrás a Nicolle apareceu com uma ideia bem bacana de clube de leitura e perguntou se eu e as meninas animávamos de participar, e aí surgiu o 12 Leituras, que tem uma proposta bem diferente: a gente não escolhe títulos, e sim temas, e os livros que escolhemos para ler são surpresa pra todo mundo até o dia 22, quando postamos as resenhas!
Eu deveria ter apresentado esse projeto por aqui no mês passado, mas as coisas estavam tão loucas com trabalho e faculdade que eu devo ter passado bem um mês sem nem encostar em um livro, então não teve como :( O que foi uma pena! Porque o tema do mês passado era “livro com personagem vampiro” e todo mundo sabe que vampiros (os de verdade) são amor. Eu até pensei em dar um migué, mas não tinha nenhum livro sobre vampiros na minha gigantesca pilha “to read” e não queria resenhar um livro que li faz tempo. Resultado: miei o projeto logo no primeiro mês.
MAAAAS o tema do segundo mês calhou de encaixar justamente com o livro que eu já estava lendo (e essa é a MELHOR parte sobre um projeto temático. Te amo, Nic.), o que não só facilitou muito a minha vida e tirou um peso das minhas costas como também me encorajou a terminá-lo há tempo! Isso porque eu estava andando com esse livro há séculos, lendo um pouquinho aqui, outro tantinho ali, e nunca realmente engatava com vontade na leitura, sempre por falta de tempo. No fim das contas, Magic: The Brother’s War foi um livro que eu li inteiro entre indas e vindas no ônibus.
Você provavelmente jogou, viu gente jogando ou ouviu falar de Magic. Pra mim, sempre foi aquele jogo de cartas complicado com ilustrações muito lindas que fez o vício da galera em Yu-Gi-Oh! morrer, mas eu sempre achei o jogo super difícil e nunca realmente aprendi a jogar, muito menos entendi qual era a desse jogo que era mega popular na época e continua em alta até hoje. O Euclides, por outro lado, é um viciado assumido, e foi através dele que eu aprendi o pouco que sei sobre e, mais importante: descobri que existem infinitos livros baseados nos personagens das cartas, contando com detalhes as aventuras que resultaram nos diversos decks e mundos de Magic.
Ele tinha a versão física (naquele modelo econômico clássico dos livros americanos) do The Brother’s War desde criança – e já tinha comprado o livro em um sebo, então vocês podem imaginar que ele não estava exatamente novo quando eu comecei a ler... Depois de meses indo pra cima e pra baixo dentro da minha bolsa, o coitado nem capa tem mais.
Esse livro explica o começo da grande história do jogo. Estamos em Terisiare, no plano de Dominaria, em uma época anterior ao descobrimento da magia, e conhecemos Urza, um dos personagens mais importantes de toda a franquia, ainda criança, ao lado de seu irmão Mishra. Urza e Mishra são praticamente gêmeos, mas Urza nasceu no primeiro dia de dezembro e, seu irmão, no último.
“No último dia do ano, nós somos iguais”.
Os dois irmãos foram meio enviados, meio banidos para um acampamento no deserto, onde os jovens nobres costumavam passar o verão divertindo-se em escavações à procura de relíquias arqueológicas sob o comando de Tocasia, uma senhora que dedicou a vida às descobertas dos Thran, um povo antigo e misterioso, e a como adaptá-las aos dias atuais.
A relação entre os dois é profunda. Eles se cuidam, se protegem e nutrem um pelo outro uma rivalidade, gostamos de pensar, saudável. A diferença entre ambos é evidente. Urza é calado, fechado e desenvolveu um amor quase obsessivo pelo estudo das máquinas antigas, passando os dias fechado no laboratório, estudando cada nova descoberta. Enquanto isso, Mishra é um jovem mais “do povo”, mais de ação, e se interessa muito mais por estar embaixo do sol, com a mão na massa junto dos escavadores, conversando com as pessoas e aprendendo sobre diversas culturas.
Com o passar dos anos, as diferenças entre os dois ficam mais evidentes, e a rivalidade ultrapassa a linha do saudável.
Eles, junto com Tocasia, foram os responsáveis pelas maiores descobertas tecnológicas daquela época. Eles reconstroem os famosos ornitópteros e aprendem a função dos pequeninos cristais energizadores... E, então, eles descobrem Koilos, e é aí que tudo começa a desandar.
A descoberta da caverna milenar e do cristal que se partiu ao meio, gerando a Mightstone e a Weakstone (me pergunto como traduziram isso para o português. Pedraforte e Pedrafraca?) é o decisivo ponto de ruptura, que transforma a rivalidade dos irmãos em uma inimizade sanguinária e desencadeia a guerra que destruiria todo o plano.
A partir daí, seguindo caminhos rancorosos e separados, os dois irmãos terminam por assumir o comando de reinos opostos, travando guerras intermináveis com exércitos mecânicos. Nenhum dos dois possui experiência militar, o que costuma resultar em decisões catastróficas.
“Tudo o que eu sempre quis foi aprender. Aprender e construir minhas máquinas”.
Nós acompanhamos a destruição da terra em tempo real, já que eles consomem todos os recursos naturais existentes para construir máquinas cada vez mais inteligentes e poderosas, apesar de rústicas e feitas de madeira e metal, o que dá um ar bastante steampunk ao livro. O impasse dura toda a vida dos dois e, apesar de ter ocupado a mente de ambos mais do que qualquer coisa, a narrativa não nos cansa, e nos oferece pequenos slices of life que nos lembram do porquê a guerra precisar acabar. A narrativa de Jeff Grubb (um escritor freelancer e designer de games) é bastante irônica, de forma que seus personagens conseguem nos arrancar um sorriso mesmo nas situações mais mórbidas. Sendo a ironia a minha língua materna, eu imediatamente me senti amiga dos personagens, e até os que eu não gostava ganharam minha simpatia.
Esta é uma história que não possui heróis (principalmente para quem conhece o jogo e sabe o tanto de merda que o Urza faz lá na frente), mas a gente sempre acaba elegendo um personagem favorito – e, neste livro, é bem capaz que seja um dos aprendizes: os diálogos entre Tawnos e Ashnod são sempre bastante ácidos, e muitas vezes não restam dúvidas de que eles, com sua amizade improvável, são os únicos responsáveis pelos dois irmãos não terem destruído o mundo duas vezes mais rápido.
Pessoalmente, a batalha final, no novo continente comandado por Titania foi bastante dolorosa para mim, porque nenhum lugar sentiu os efeitos da guerra de maneira tão terrível quanto Argoth, e nenhum povo sofreu tanto quanto os elfos e as outras espécies protegidas por Gaia, que lutaram até o fim tentando proteger seu lar e – precisamos admitir – nunca tiveram a menor chance.
O final do livro é, ao mesmo tempo, de partir o coração e o começo de uma história muito maior, e desencadeia uma coleção de mais de 10 livros, além de várias ramificações diferentes da história. Afinal, estamos falando de um mundo inteiramente novo, com infinitos planos a serem descobertos e destruídos.
O livro apresenta a magia como algo novo, como uma fábula em que ninguém acredita, e é todo trabalhado em conflitos “homem versus máquina” e “máquina versus mágica”, além de eu finalmente ter entendido o lance das cartas terreno, e em como elas são importantes! Conhecemos diferentes espécies e diversas formas de estudo e abordagem, e acompanhamos de perto o começo e o fim de uma Era de Ferro. Acima de tudo, este primeiro livro da série Artifícios nos apresenta um vilão muito maior do que imaginamos, que ameaça não apenas Dominaria, mas todos os outros planos que Urza ainda nem sabe que existem.
“Este mundo precisa de ajuda”.
“Eu não acho que este mundo sobreviveria a mais da minha ajuda”.


Nome: Magic the Gathering - The Brother's War (Artifacts Cycle, Book I)
Autor: Jeff Grubb
Editora: Wizards of the Coast
Páginas: 409
Ano: 1998
Idioma: Inglês
ISBN: 0-7869-1170-0
Nota: 7/10


Sinopse: The Myth. The Magic.
Dominarian legends speak of a mighty conflict, obscured by the mists of history. Of a conflict between the brothers Urza and Mishra for supremacy on the continent of Terisiare. Of titantic engines that scarred and twisted the very planet. Of a final battle that sank continents and shook the skies.
The saga of the Brothers' War.




[52 Semanas] Semana 34: Livros que eu acho que todo mundo deveria ler:

Meu deus, meu deus, ESTAMOS VENCENDO! 34 semanas de ousadia e alegria com esse desafio dos infernos.

Vamos lá, aqui estão alguns livros que eu acho que todo mundo no mundo deveria ler:

- Alice no País das Maravilhas

Eu tenho um amor incondicional por essa história, e estou enrolando há séculos para mostrar meus dois volumes maravilhosos de Alice por aqui (esses da foto). Decididamente, é o único livro da vida que até me dá vontade de estudar um pouquinho de matemática só para entender a genialidade de todas as referências. O livro é de um significado extremamente profundo e complexo, mascarado perfeitamente na forma de uma história nonsense de criança. É perfeito para ler de novo e de novo e de novo, ou ficar só admirando a arte maravilhosa das várias edições existentes dos livros.

- Alamut
Você pode ler a resenha deste livro clicando AQUI
Alamut é uma lição equilibrada e racional sobre filosofia, religião e o poder da influência, e mostra como um único homem foi capaz de criar e liderar um dos exércitos mais impressionantes da antiguidade. Assustadoramente atual, o livro joga uma luz no pensamento das pessoas que estão dispostas a morrer pela religião.

- Lolita
Outro dos meus livros favoritos, é leitura obrigatória para todo amante de clássicos. Nabokov brinca com a integridade do leitor o tempo todo, nos apresentando um narrador cruel e sedutor, que brinca com você sem que você perceba. O livro é polêmico e inteiramente abusivo, é uma leitura pesada e fantástica ao mesmo tempo. Eu tinha uma edição maravilhosa e super antiga desse livro, que uma tia pegou emprestado e, ao invés de ler, deixou o cachorro comer o livro inteiro. Estou até agora esperando uma edição nova. 

- Qualquer coleção infanto-juvenil
Meu amor pela leitura foi a milhão por causa de Harry Potter quando eu era pequena, e esse foi o caso de boa parte da minha geração! Não há nada como uma boa coleção de fantasia infanto-juvenil para formar os leitores compulsivos de amanhã.

- A Revolta de Atlas
Esse livro foi um marco tão grande na minha vida que ganhou uma mega resenha muito épica em 6 posts por aqui. Clicando AQUI você vai pro último post da série, e encontra um índice para todos os outros posts envolvidos.

E vocês? Quais são os livros que, para vocês, deveriam ser leitura obrigatória pra vida?

Todos os filmes da Maratona de Inverno!

Reprodução / Pinterest

Uns dias atrás eu falei sobre os filmes que eu veria na Maratona de Inverno que a Thaísa sugeriu lá no Blogueiros Geeks. O que eu não disse é que o Euclides apostou um bolo inteiro em como eu não conseguiria ver todos os onze filmes em onze dias! Só digo uma coisa pra vocês: eu ganhei o bolo, HAHAHA. Por vários motivos aleatórios (tipo aquele sábado em que eu passei 3h olhando pro teto), eu fui obrigada a me organizar para atingir a marca fantástica de cinco filmes em dois dias. Foi fácil? Não foi, e eu desconfio que vou passar algum tempo sem ver nenhum filme em casa (e voltar pras minhas séries amadas), mas o desafio (e o bolo) me deram a vontade e a dedicação que eu precisava para vencer! (Fala sério, eu deveria estar dando palestras motivacionais por aí).

Então, como não poderia deixar de ser, resolvi fazer esse post para comentar rapidinho todos os filmes que assisti, tanto para recomendar alguns quanto para aconselhá-los a passar bem longe de outros!

Reprodução
- Filme vencedor do Festival de Gramado: Nome Próprio (2007)
Na saudosa época da internet discada, Camila é a mente por trás do famoso blog Camila Jam, onde ela tenta tanto exorcizar seus demônios internos quanto poetizar sua personalidade tóxica, transformando sua infidelidade crônica e sua autossabotagem em pequenas pílulas de reflexão que ela espera transformar em um livro para consolidar sua fama como blogueira. Ela usa da superexposição como ferramenta de fama, e não mede palavras e nem favores pedidos aos seus fãs, que pagam diretamente seu aluguel e contas para que ela possa dedicar-se 100% ao blog e ao livro, mobíliam sua casa e inclusive a hospedam quando o amigo que a sustentava anteriormente some no mundo para fugir de dívidas. O filme é incômodo e, às vezes, doentio, mas o assunto é tão recente, e a carapuça serve em tanta gente hoje em dia, que eu acho que deveria ser cineminha obrigatório pra geral da blogosfera, apesar de não ser NEM DE LONGE um filme que eu consideraria bom.


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- Romance: A Garota Dinamarquesa (2015)
Eu estava MUITO ansiosa para ver este filme desde que ele foi anunciado, mas por uma série de motivos deixei de vê-lo no cinema. Eu jamais perderei a oportunidade de exaltar e enaltecer o talento de Eddie Redmayne, que, como sempre, fez um trabalho emocionante e maravilhoso, além de muito desafiador. Ele vestiu como uma luva os personagens tanto de Lili quanto de Einar, e a conexão entre ele e Alicia no filme dá vontade de abraçá-los com força. Infelizmente, eu achei que a história de Lili foi um pouco apressada na adaptação cinematográfica, o que me deixou morrendo de vontade de ler Man Into Woman e conferir a história real.



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- Clássico: O Conformista (1970)
Se você pedir a Marcello Clerici para definir a si próprio, ele diria “normal”. Na verdade, durante toda a sua vida ele lutou para encaixar-se no padrão que ele julgava ser “normal”. Ele escondeu de todos, até de si mesmo, suas vontades reais e sua personalidade verdadeira, tudo em prol da normalidade. Sua maior ambição na vida é ser um homem medíocre, casado com uma burguesa medíocre, começando uma família medíocre que se satisfaça com uma vida medíocre, sem jamais ter qualquer ambição além da mediocridade. No entanto, eu e você sabemos que o conceito de “normal” é mutável, e que não se pode confiar na lealdade de uma pessoa cujos ideais seguem a moda. O filme é uma adaptação de um romance homônimo, que também foi adaptado nesta música incrível:





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- Que comece com a letra “A”: Advogado do Diabo (1997)
Eu sabia que esse filme era bom, mas não imaginava que era TÃO BOM ASSIM. A tensão se mantém durante boa parte do filme, que evolui em um ritmo bom e te prende com facilidade. E aí, nos minutos finais, BOOM! Tudo explode na sua cara e as surpresas não terminam, como se você estivesse em uma montanha-russa sem saber e, de repente, sobe, desce, dá mortal pra trás com três loopings seguidos, etc etc. Sem falar que tem Al Pacino, o que é um ponto positivo automático pro filme.  


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- Documentário: Exit Through the Gift Shop (2010)
Entram em cena um francês de comportamento obsessivo, que filma as 24hrs de todos os seus dias compulsivamente, alguns grafiteiros da França, Reino Unido e EUA, e Banksy, um dos principais responsáveis pela arte de rua, hoje em dia, ser considerada arte mesmo dentro das grandes galerias. Para justificar sua obsessão, Thierry passou a acompanhar grafiteiros como Space Invader, Shepard Fairey, entre outros, em suas aventuras ilegais colorindo muros em várias partes do mundo. Seus contatos e seu conhecimento das ruas o levaram até Banksy e o transformaram em seu assistente pessoal e braço direito. Este documentário reúne várias das filmagens que Thierry nunca assistia, tudo isso dirigido e editado pelo próprio Banksy, retratando de maneira única não só a evolução de seu trabalho e da arte de rua em si, mas a ascensão de Thierry como Mr. Brainwash, um artista de rua comercial e quase ofensivo aos outros grafiteiros por sua arte vazia de propósito e significado e, apesar de tudo, um dos maiores street artists do momento. Se você é fã de grafite, arte pop e relacionados, este documentário é um must see sem sombra de dúvidas.


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- Sci-fi: The Man Who Fell to Earth (1976)
É tão bom quanto um filme de ficção científica dos anos setenta pode ser para alguém que cresceu vendo a gigantesca evolução dos efeitos especiais, culminando em um 3D excelente sendo parte do cotidiano. O lado bom é: tem o David Bowie bem novinho, bem lindinho, bem amorzinho da minha vida. Mas eu confesso que assisti só para poder riscá-lo da lista de filmes que eu julgo obrigatórios por algum motivo.


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- Independente: Corra, Lola, Corra (1998)
Lola tem um problema e o relógio é o seu maior inimigo. A vida de seu namorado está em jogo, e o menor atraso colocará tudo a perder. Correndo contra o tempo, quase que literalmente, o narrador brinca com as diversas possibilidades desta aventura dar certo ou muito errado. O objetivo aqui é todo mundo terminar vivo e o menor número possível de vidas serem arruinadas, mas sempre existe a possibilidade de algo surpreendente acontecer. Temperado de maneira bastante equilibrada com toques surrealistas, é um filme curto e até bastante divertido e, novamente, mais um filme obrigatório que eu risquei da minha listinha.



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- Vencedor da Palma de Ouro: A Fita Branca (2009)
É tão cult que é em preto e branco, apesar de não ter nem dez anos de existência. O filme narra o cotidiano de um humilde vilarejo alemão às vésperas da Primeira Guerra Mundial, e de como uma criação conservadora e opressora molda as mentes e personalidades das crianças que comporão o exército nazista na Guerra seguinte. Bastante lento, bastante tenso e bastante superestimado, o filme peca tentando deixar mais do que deveria para a interpretação de quem assiste (simplificando: tentou ser mais Cult do que deveria, e não conseguiu). Se alguns pequenos detalhes fossem alterados, acredito que o impacto causado seria muito maior. No entanto, é interessante ver como os ideais e a moral que varreria a Alemanha no futuro já estavam tão intrincados nas mentes de crianças tão jovens, e de como a criação é realmente tudo nessa vida. Se seus pais te obrigam a ir à missa todo o domingo sob ameaças de que Deus vai te castigar, talvez seja uma boa colocá-los para assistir este filme.


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- Musical: The Rocky Horror Picture Show (1975)
Outro filme obrigatório da listinha ali de cima. É engraçado, dá vergonha alheia, praticamente não faz sentido, tem uma ou duas músicas bem catchy e eu imagino o reboliço que gerou quando foi lançado nos bons e velhos anos 70. Eu não tenho outro motivo para recomendá-lo que não seja: é um clássico e é importante para a história da produção de musicais. De resto, eu ainda não tenho nem certeza do que aconteceu naquela mansão.


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- Animação: Divertida Mente (2015)
Esse desenho praticamente explodiu a internet assim que foi lançado – e com razão! Taí outro filme que eu não esperava que fosse assim tão sensacional. A trama é muito mais complexa do que eu imaginei que fosse, e muitas vezes conseguiu realmente me fazer chorar de rir, além de ter descoberto uma forma muito boa de ensinar a pais e filhos como as emoções funcionam nas nossas pobres cabecinhas. Se seus pais, amigos, namorados ou qualquer um vier com o argumento de que “é frescura”, amarre a pessoa em questão à uma cadeira no melhor estilo Laranja Mecânica e coloque esse filme para passar em loop até que ela retire o que disse.


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- Ganhador do Oscar de Melhor Fotografia: O Grande Hotel Budapeste (2015)
É bonito, é divertido, é relativamente curto, tem um elenco MATADOR e eu crushei BEM FORTE o Adrien Brody. Não tenho do que reclamar. Super recomendo para um dia bem de boa e sem muito o que fazer.


Foi divertido, desafiador, eu vi mais filmes em uma semana do que vi em anos inteiros da minha vida (teams séries, lembram?) E eu ganhei um bolo. Que venham as próximas maratonas!

I WANNA ROCK! - Meus álbuns de Rock favoritos + playlist destruidora!

Reprodução / Tumblr
Plugue a sua guitarra imaginária, tire os sapatos antes de subir na mesa e tente não quebrar o vaso da sua mãe, porque hoje é dia de rock! Hoje é dia de maldade! Dia de usar calça e jaqueta de couro, dia de colocar 300 patches e pins na roupa, dia de usar munhequeira, dia de usar aquela camisa de banda que já deveria ter virado pano de chão há 3 anos mas você AMA. Dia de usar corrente pendurada na calça, usar dois anéis em cada dedo, fazer sinal de heavy metal pra velhinha do outro lado da rua, dia de usar coturno, plataforma, sapato de sola tratorada, dia de usar luva de motociclista sem nem saber andar de bicicleta. Dia de não pentear o cabelo, de usar roupa com spike, rebite, calça que já veio rasgada da loja, usar maquiagem carregada, dia de mãe tirar o filho de perto de você e fazer o sinal da cruz, dia de arranjar briga no bar, dar pitaco na música ambiente, jogar cabelo na cara dazinimiga, gritar até ficar rouco e fingir que é gutural. Hoje é dia de maldade!
(Honestamente, eu poderia fazer isso pra sempre).

Para celebrar esse dia tão maravilhoso, em homenagem ao melhor estilo musical de todos os tempos, eu decidi fazer o favor à nação que é este top 5 dos meus CDs de Rock favoritos, com playlist quebradeira pra finalizar bem a noite!

1 - Operation: Mindcrime (Queensryche)

Provavelmente a minha banda favorita mais favorita de todos os tempos da vida inteira. E esse é, sem sombra de dúvidas, o meu álbum favorito da vida inteira MESMO! Não basta cada música ser um hit melhor do que o outro e subir a sua adrenalina para o teto, fica ainda melhor! Isso porque as músicas contam a história de Nikki: um rapaz viciado em heroína que é recrutado pelo misterioso Dr. X, que usa de lavagem cerebral e do vício em drogas para transformá-lo em um soldado da sua causa anárquica. Para saber o que acontece com Nikki e a freira Mary, sua amante, você precisa ouvir até o final!



2 - Shallow Bay: The Best of Breaking Benjamin (Breaking Benjamin)

EU SEI que esse álbum foi o motivo da banda se separar parcialmente e ficar séculos em hiatus, tudo porque, na hora, pareceu uma boa ideia lançar no mercado um álbum "best of" sem comunicar o líder da banda primeiro, mas isso não quer dizer que o álbum não seja INCRÍVEL. Afinal, é um acumulado das músicas mais legais de uma banda por si só já muito legal E tem a música de Halo. Ben, mozão, me desculpa, mas eu só vi vantagem.




3 - Burials (AFI)

AFI fez parte da minha faze emo, da minha fase punk-rebeldia-pura e faz parte da minha fase gótica trevosa rainha da escuridão perpétua atual! Eu chorei real por ter perdido o show deles no Lollapalooza, porque eu realmente AMO Burials com todo o meu coraçãozinho. Eu já devo ter escutado esse CD inteiro, de trás pra frente e de ponta cabeça, umas 200 vezes e as músicas. Continuam. Incríveis.



4 - Going to Hell (The Pretty Reckless)

A kiridinha da Taylor é uma rockeira nervosa como há muito tempo não se via por aqui. Mais legal que esse CD só a notícia de que o novo single da banda vai ao ar amanhã. The bitch is back and I'm SO ready.



5 - Alchemy, Vol. 1 (Poets of the Fall)

Eu amo Poets of the Fall por si só, e mais ainda por eles terem feito tão bem a trilha sonora de Alan Wake. Esse CD, de quebra, tem todas, todinhas as músicas que eu mais gosto deles. Quem me apresentou a banda foi o Euclides, e esse é um dos motivos pelos quais eu decidi casar com ele: não dá pra deixar escapar alguém com um gosto musical assim tão bom.




E é claro, como aqui eu não cheguei nem perto de resumir todos os monstros do rock que merecem menção, tem também a minha playlist, feita com muito carinho especialmente para este dia, se liga só:


Keep rockin', folks!



[52 Semanas] Semana 33: Tenho medo de…

Adivinheeeeeem quem deixou o post prontíssimo nos rascunhos do blog e esqueceu de agendar? Euzinhe!! Felizmente o blog é também uma TARDIS e a gente pode fazer de conta que isso nunca aconteceu.

- Descobrir que sou doida
Parece piada, mas não é: um dos meus maiores medos é ter certeza de que estou vivendo na maior normalidade, no auge dos meus vinte e tantos anos, estudando e trabalhando quando, na verdade, eu sou uma velha doida internada em um hospício ou trancada numa casinha no interior com 300 gatos. Ou, em menor escala, estar crente que estou indo super apresentável pro trabalho e na verdade estar sonâmbula, descabelada e de pijama (tenho um medo REAL disso, me respeitem).



- Perder a memória
Imagina ir dormir numa segunda e acordar na segunda da semana seguinte sem a MENOR ideia do que aconteceu nos últimos dias? Ou semanas? Ou meses? WHAT YEAR IS IT???



- Brinquedos radicais
Dentro de um parque de diversões, eu sou a pessoa que está o mais longe possível dos brinquedos de queda-livre (e o mais perto possível – de preferência dentro – da roda gigante). Eu adoro altura, sou louca por lugares altos, mas a ideia de cair de um lugar alto não me é nada atrativa. Quando eu era pequena eu tinha verdadeiro PAVOR de montanha-russa. Hoje em dia eu não sinto tanto medo assim, mas também faz anos que não vou à um parque desses. Talvez hoje eu até crie coragem de ir, mas vou enfiar as unhas no braço do Euclides o passeio inteiro, então ele que se prepare.



- Jogos de terror
Eu AMO jogos de terror, mas nunca consegui juntar coragem o suficiente para jogar um até o fim (estou há meses parada em Layers of Fear, pra vocês terem ideia)! O mais perto que cheguei foi Alan Wake (também conhecido como um dos jogos mais legais de todos os tempos com uma das trilhas sonoras mais incríveis de todos os tempos), que ainda está BEM LONGE de um Slender Man da vida, o que dirá dos jogos mais elaborados. Em compensação, eu adoro assistir os gameplays, se me deixar passo o dia vendo outras pessoas jogarem e sofrerem no meu lugar.



Cerejeiras em flor! - 20º Sakura Matsuri

Eu sou péssima com datas, de verdade. Mais de uma vez precisei ser lembrada do meu próprio aniversário. Ainda assim, todos os anos, conforme as férias escolares vão se aproximando, eu sempre lembro que o Festival das Cerejeiras da minha cidade natal está chegando (o que não necessariamente significa que eu sei a data de cor, aqui tem muito mais instinto do que memória).

Desde a primeira vez que eu fui ao Festival, com a família, eu tento transformá-lo em uma tradição na minha vida. Até agora, eu tenho conseguido fazer dela uma tradição bienal, às vezes por culpa do tempo (em dois anos eu deixei de ir porque choveu o fim de semana inteiro), às vezes porque, confesso, eu esquecia mesmo que era no primeiro fim de semana de julho. Como ano passado eu deixei de ir por conta da chuva, esse ano eu me planejei com muita antecedência, inclusive apostando todas as minhas fichas na previsão do tempo que prometia um dia lindo. 

Eu posso dizer com segurança que essa é uma das ocasiões favoritas dos meus anos, e uma das poucas em que eu sinto um prazer imenso em encarar filas e lutar por um lugar para comer. Já passei perrengues, no meu segundo festival acabou a comida lá pro fim do evento. Mas esse ano eu só tive boas surpresas e recordações ainda mais bonitas, principalmente porque dessa vez o Euclides foi comigo.

Essa foto foi pro Instagram uns dias atrás <3 E vocês finalmente podem dar uma cara ao nome do Euclides, yay!

Sabe um lugar que você gosta tanto que a sua vontade é levar todos os seus amigos pra conhecer? Este é o Festival das Cerejeiras Bunkyos - Sakura Matsuri, que acontece todos os anos em um cantinho tardiamente asfaltado de São Roque, no Centro Esportivo Kokushikan Daigaku. Eu não vi nenhuma das atrações deste ano (e sinceramente não estava lá por causa delas), mas sempre tem umas coisas interessantes como demonstrações de artes marciais e apresentações musicais japonesas (e sim: toca J-Pop e aberturas de animes também, hehe). Fiquei feliz por terem decidido tirar aquele "trenzinho" típico de festa de cidade do interior, que dava uma volta pelo parque tocando músicas da Xuxa num volume insuportável, e por terem deixado a praça de alimentação exclusiva para alimentação (pois o espaço antes competia com um palco). E, ainda que dessa vez eu não tenha encontrado a barraquinha do sorvete de cereja mais gostoso do mundo, a comida do Festival estava maravilhosa. Digo com louvor que foi o melhor yakisoba que eu comi na minha vida, e o Festival é também o único momento do ano em que eu como takoyaki, porque eu nunca encontrei nenhum lugar que fizesse um tão gostoso quanto o de lá. 

Esse ano não tivemos problemas de escassez de comida, muito pelo contrário, tudo era feito na hora, na sua frente, e te servido super quente, por um preço que, para um Festival de uma cidade turística, era bem atrativo. 
E as flores... Aaah, meu amigo. A cada ano que passa eu digo que foi o Festival mais bonito até agora, e eu sempre saio de lá boquiaberta e maravilhada. Dessa vez eu vou deixar as fotos falarem por mim.

O dia estava realmente LINDO. Não tinha quase nenhuma nuvem no céu, que estava azul e ensolarado, e eu poderia passar horas sentada embaixo da cerejeira de frente pro lago, só pensando em como a vida é boa e tudo ao meu redor é bonito
Todas as fotos foram feitas com a câmera do celular, e nenhuma das fotos das flores foi retocada de qualquer maneira - certas coisas não precisam mesmo de filtro (não a minha cara, a minha cara precisa de filtro). E eu nem vou me desculpar pelo excesso de foto. 








O Centro Kokushikan é famoso por possuir três tipos diferentes de cerejeiras, que variam do rosa mais claro ao mais escuro.
Outra coisa que me deixa bastante feliz durante esses Festivais é a quantidade de abelhas em volta das flores... Não me estranhem, mas desde que eu me inteirei na história de as abelhas estarem morrendo ou sumindo misteriosamente eu comemoro sempre que vejo várias no mesmo lugar.

Eu sei que em agosto tem um festival das cerejeiras aqui em São Paulo, que eu ainda não conheço. Quem sabe a gente passe lá esse ano para dar uma olhada! Se eu não encontrar vocês por lá, sintam-se convidados para ir pra São Roque no ano que vem. 



Nota: todas as fotos foram (pra variar) tiradas por mim e me pertencem. Use sem a minha permissão e eu vou jogar meu gato em você. 

Eu vi: Invocação do Mal 2

(eike SAUDADE de postar resenha de filme por aqui!!)

Nessa resenha tem: ( ) Spoiler (X) Amor


Reprodução

Eu não conheço ninguém se seja fã de filmes de terror e não tenha gostado de Invocação do Mal. Esse filme tem tudo: uma boa história (de quebra, inspirada em pessoas reais), um elenco fantástico, parte técnica incrível, vários sustos de te fazer subir na cadeira e o uso excepcional de TODOS os clichês conhecidos pela galera (fala sério, tem monstro embaixo da cama, monstro dentro do armário, monstro atrás da porta, fantasma puxando seu pé à noite, bruxa, possessão demoníaca...). Aquele filme literalmente tem de tudo, e um clichê nunca foi tão legal quanto nas mãos do diretor James Wan (que tem carinha de criança e eu acabei de descobrir que tem 39 anos. You go, asians), que me ganhou completamente por um – na verdade dois – detalhe bem simples: ele não estragou o final do filme e ele fez de um jeito tão genial que deu abertura pra continuação, pra franquia, pra filmes relacionados... Só lamento que não vendam bonequinhos dos personagens.

Eu sabia que estava diante de algo grande quando tive vontade de ver Invocação do Mal de novo. Nunca antes na história desse país eu tive vontade de ver um filme de terror mais de uma vez, e, desde o primeiro Invocação do Mal, isso mudou muito. Eu me sinto muito segura em dizer que esse filme foi o que abriu as portas do inferno e transformou o cinema de terror nessa coisa maravilhosa que ele está virando aos poucos, e eu não poderia me sentir mais orgulhosa. Desde Invocação do Mal nós tivemos The Babadook, que é absolutamente uma obra prima, da qual eu pretendo falar em breve, nós tivemos Annabelle, nós tivemos A Bruxa (e eu já falei dessa preciosidade por aqui) e, muito recentemente, nós tivemos Invocação do Mal 2.

Reprodução / Tumblr

Gente, juro pra vocês, eu no cinema assistindo esse filme tinha os olhos mais brilhantes que os da minha avó na minha formatura. Eu pensava em todos os filmes de terror importantes do passado, na crise terrível que o gênero sofreu, em que eram produzidos apenas filmes meia boca, e eu olhava pra tela e sentia orgulho. Eu suspirava e pensava que o meu menininho endemoniado cresceu para virar um homem, e que Hollywood finalmente percebeu o quão fantásticos o gênero terror pode ser se for feito do jeito certo. Para nós, que sofremos tanto com filmes de um potencial imenso desperdiçado em finais medíocres, em gore mal usado, em atuações meia boca, nós podemos olhar para filmes como Invocação do Mal 2 e para os outros que eu listei ali em cima e sorrirmos de cabeça erguida. Nós podemos olhar para James Wan e dizer um “obrigado” tão sincero que nós nunca imaginamos dizer para um produtor de filmes de terror antes.

Me desculpem se eu estou emocionada demais. Alguém que chegasse agora provavelmente não saberia dizer se eu estou falando de um filme ou do meu filho que passou em Medicina.

Outra coisa que me enche de orgulho é o quanto um filme de terror tem aprendido com o outro. Invocação do Mal 2 pegou referências preciosas de The Babadook (diferentemente do aborto de filme que é Goodnight, Mommy, que simplesmente copiou toda uma sequência de cenas e elementos e pensou que ninguém ia perceber).










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A química entre Patrick Wilson e Vera Farmiga está cada vez mais deliciosa, você consegue sentir o amor, a amizade e a parceria do casal protagonista, você sofre e se diverte junto com eles, e você tem vontade de chamá-los de “meus bebês” e guardá-los dentro de um pote. O filme também mantém vários elementos da prequela, e me deixou ainda com mais certeza de que o primeiro passo para ter uma casa assombrada é ter muitos filhos. Fala sério, muita criança acumulada é um prato cheio para assombrações horríveis, com pontos bônus se uma das crianças tiver um apego especial por algum brinquedo horroroso (e a gente sabe que isso SEMPRE acontece. É um negócio meio gatos e caixas, uma das crianças com certeza vai ser louca por uma boneca medonha com um olho faltando ou coisa assim).

O filme quase não te deixa respirar, porque, diferente da grande maioria dos filmes, em que o monstro é um só, aqui as ameaças estão por toda a parte. Ainda que o grande Mal tenha um só nome, a quantidade de coisas para sentir medo é gigantesca. Afinal de contas, o fantasma de um velho ranzinza não é ameaça suficiente para uma mãe solteira e seus muitos filhos.

Outra coisa que eu tenho amado é o quanto as vítimas não são mais só vítimas. A família não se contenta em só fugir assustada e pedir ajuda, mais de uma vez eles reúnem coragem para encher o peito e desafiar os monstros. Dane-se se você é um espírito, um demônio ou o raio que o parta, essa casa é minha e é com a minha família que você está lidando, então dê o fora daqui. Este é outro elemento de Babadook que eu adoro ver nos outros filmes: eu posso ser só uma criança, mas eu vou pegar em armas (de brinquedo) e eu vou chutar a bunda do espírito que está importunando a minha vida.




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O roteiro do filme também é simplesmente fantástico. As coisas se conectam de maneira aterrorizante, e o final não é, nem de longe, previsível. Na verdade, a trama é uma gigantesca bola de neve, que você não percebe o quão grande e ameaçadora é até que ela está praticamente em cima de você. Os momentos de tensão são tantos e tão longos, a situação da família e dos Warren é tão desesperadora que o filme necessita de momentos bem humorados pra permitir que todo mundo – os personagens e você aí assistindo – respire fundo e esqueça, mesmo que por uns minutos, o horror que a vida é. E, lógico, esses momentos de otimismo e bom humor só servem para deixar o pesadelo seguinte mais sofrível, e você pode apostar que as sequências de tensão e jumpscares vão ser cada vez mais longas.

O final feliz não é garantido. Durante todo o filme nós sabemos que James Wan pode muito bem estar planejando uma tragédia no final, afinal de contas, não dá pra vencer todas as lutas. Os inimigos também estão ficando maiores, mais importantes, mais perigosos; se tudo acabar bem nesse filme, talvez não acabe tão bem no próximo.

Pouco depois da estreia de Invocação do Mal 2 nos cinemas foi anunciado que, assim como Annabelle, a temível Freira ganhará um filme próprio, e vocês podem apostar que eu estarei agarrada na poltrona do cinema para ver esse e quantos outros filmes essa franquia produzir – e eu realmente espero que sejam muitos.

James Wan, eu vou colocar o seu nome nas minhas orações. Obrigada por ter ajudado a transformar o cinema de terror na maravilha que ele está virando. ❤
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